Exportações do setor metalúrgico e metalomecânico continuaram a crescer em fevereiro de 2017
Metal ed.04.2017


As exportações do setor metalúrgico e metalomecânico continuaram a aumentar em fevereiro de 2017, confirmando dessa forma a tendência de crescimento verificada desde setembro de 2016.

Essa é a principal conclusão que se pode extrair do mais recente estudo efetuado pela AIMMAP sobre as vendas das empresas do setor para o exterior.

De acordo com os dados disponibilizados pela AIMMAP, no referido mês de fevereiro de 2017, a indústria metalúrgica e metalomecânica nacional vendeu ao exterior um volume total de 1.257 milhões de euros.

Este valor representou um crescimento de 4% face ao mês homólogo do ano anterior, no qual as exportações deste setor atingiram o montante de 1.208 milhões de euros.

Confirmam-se desta forma os sinais extremamente positivos que haviam sido dados pelos resultados verificados no mês anterior, constatando-se pois que a performance exportadora do setor mantém neste início de 2017 um registo altamente positivo.

Quanto ao destino das vendas, é indubitável que os mercados europeus continuam a ter um peso muito forte, tendo representado no mês de fevereiro aqui em apreço 76% do total.

Não obstante, deve sublinhar-se que o peso relativo das vendas para países exteriores à União Europeia foi agora superior ao registado no mês anterior, tendo crescido de 19,6% para 24%.

Esse parece ser igualmente um bom sinal, apesar de ser necessário aguardar pelos resultados de mais um bom par de meses para se poder concluir se foi um caso isolado ou se é suscetível de revelar uma verdadeira tendência.

Em todo o caso, trata-se sem quaisquer dúvidas de uma boa evolução, na medida em que é importante para o setor poder recuperar os bons números que atingiu em 2015 no que concerne às vendas para os mercados não europeus.

Decompondo os destinos das exportações por países, é óbvio que os 4 principais mercados continuam a situar-se na Europa, com a Espanha na liderança, logo seguida por Alemanha, França e Reino Unido. Apesar de tudo, as trajetórias reveladas por esses mercados não são convergentes. Ao passo que Espanha e França continuam a crescer, Alemanha e Reino Unido revelam abrandamento. No que se refere à Alemanha, as razões dessa desaceleração têm vindo a ser dissecadas ao longo dos meses anteriores, não suscitando especial preocupação, nomeadamente pelo facto de terem subjacente a deslocalização de alguma produção alemã para outros países. Já no que tange à quebra no Reino Unido, as razões prendem-se obviamente com as consequências do chamado Brexit. Aí, sim, há motivos para alguma inquietação, até porque aquele país vinha a assumir uma importância crescente para as exportações das empresas portuguesas deste setor.

Logo a seguir aos 4 grandes mercados europeus, surgem, por essa ordem, os Estados Unidos da América e a China, os quais são também, naturalmente, os dois principais destinos extraeuropeus. Em contrapartida, o mercado angolano continua em perda, sendo de referir que, depois de ter sido ultrapassado pelos EUA em 2016, começa a dar sinais de poder vir também a ser ultrapassado pela China.